Tudo sobre Web Design e outras firulas.

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  • O FUSCA E O JOOMLA 2.5

    O que tem a ver um Fusca, uma Ferrari e um tema para Joomla 2.5? Assista o vídeo ao lado e descubra. ;)

    O que fazer com os web designers “sobrinhos”?

    Dia desses recebi um email de um leitor indignado com os meus cursos. No email, ele cita que tem a formação em design e que para alcançar tal título passou 5 anos na faculdade assimilando diversos conteúdos que considera impossíveis de serem passados a distância muito menos em poucos meses.

    Este leitor ainda disse “Pois é, eu como seu admirador, hoje fiquei indignado, porque esta postura sua prolifera a existência de “micreiros” que estão prostituindo o mercado profissional” e complementa dizendo que “não é justo o que você faz com os profissionais letrados, desculpe a sinceridade, não é um ataque, mas simplesmente dentro da democracia que vivemos, estou explanando minha opinião sobre o fato.”

    Bem, ao responder o amigo, vi que isso seria um bom assunto para um post. Afinal, o que fazer com esses “sobrinhos” e “micreiros” que aterrorizam os “profissionais letrados”?

    Tem gente por aí que sonha em fazer uma passeata como essa. Será que essa seria a melhor solução?

    Vou transcrever para vocês um pouco da minha resposta para o amigo leitor indignado.

    “Compreendo sua posição mas não podemos fechar os olhos para uma realidade.

    É fato: a facilidade de acesso a tecnologia fez com que pessoas comuns pudessem criar vídeos, programas de tv, jornais, revistas, música, cds, sites e até mesmo logotipos.

    Veja meu caso. Eu não sou diretor de tv nem editor de vídeo, muito menos tenho uma produtora. Porém com pouquíssimos recursos, uma mini-dv na mão e um pano verde na parede com 4 luzes de halogênio, fiz um estúdio num pequeno quarto. Você pode ver eu andando num estúdio virtual na série Causos Reais de um Web Designer, coisa que até então só produtoras e tv’s conseguiam fazer. E não foi preciso fazer 5 anos de faculdade de rádio e tv.

    “Mas Bruno, isso quer dizer q você está desmerecendo o profissional graduado?”

    Claro que não. O que estou dizendo é apenas um fato, uma realidade: a tecnologia aproximou pessoas comuns da técnica que antes apenas graduados tinham acesso.

    Em todos os meus cursos deixo claro: os cursos que ministro não substituem nenhuma graduação. Sou formado em publicidade e sei muito bem a preparação que a faculdade nos dá. Pelo contrário, muitos alunos acabam fazendo faculdade de publicidade ou design depois de verem minha indicação durante o curso.

    Sobre sobrinhos, nós webdesigners sofremos muito com isso, mas muito mesmo. Um dia parei e pensei: poxa, eu vou ficar reclamando de sobrinhos? Vou fazer o quê, proibí-los de fazer sites? Sair nas ruas matando todos que encontrar pela frente? Negar essa realidade seria uma ignorância. E tentar combater com repressão, também não seria democrático. Então pensei: vou fazer um curso, com valor acessível a todos, mostrando o caminho das pedras e ensinando o rumo que se deve seguir.

    É claro que num curso de 3 meses não há tempo para aprender tudo mas apresento os caminhos, os assuntos e indicações de leitura, cursos destinados ao pessoal que faz sistema da informação, administração, garotada do ensino médio, de 17, 18 anos, que já produzem sites.

    E o resultado é bastante animador. O aluno entra fazendo um layout ruim e realmente progride no curso depois dos conceitos de design gráfico aplicados a web e comunicação visual.

    Tendo um trabalho bom de layout, faltava saber vender seu serviço. Foi aí que criei o curso “Como Vender Sites”. Dessa forma, ao invés do “sobrinho” sair vendendo seu trabalho por 100 reais, passaria a vender por 1000, sabendo negociar e fazendo bons layouts.

    Isso é ótimo pra todo mundo pois eleva a potencialidade dos colegas de trabalho e os valores também.

    Outra coisa importante: essa garotada não atende grandes clientes. Atende os pequenos, que um profissional formado não atenderia por não compensar. O dono de uma padaria da esquina de um bairro suburbano não contrataria o amigo leitor formado em design nem se quisesse, pois não teria dinheiro pra bancar. É aí que entra o designer de menor valor, por não ter a a mesma experiência.

    Será que o dono da padaria da esquina não tem o direito de ter um logotipo? Injusto se a resposta fosse sim. Mas que bom que existem também os pequenos profissionais que podem atender esses pequenos clientes que não interessam aos grandes designers.

    Então a conclusão é: com a facilidade da informática, todo mundo hoje possui as ferramentas necessárias para se criar um logotipo ou um site, mesmo não tendo o conhecimento teórico para isso. Aí só vejo dois caminhos: ou saímos matando todos os que não são formados em design para que nunca mais eles façam logotipo ou sites sem formação, podendo também convencer algum deputado para criar um projeto de lei proibindo qualquer cidadão de abrir um photoshop, corel, para criar um logotipo ou então pegamos o conhecimento que detemos e ao invés de ficar só com a gente, ajudamos esse pessoal a reconhecer a diferença de uma fonte e o crime que é esticá-los, dentre outras coisas, fazendo assim trabalhos melhores e incentivando esse pessoal a sair do amadorismo fazendo uma faculdade de design ou publicidade.

    Eu escolhi a segunda opção.

    Para o alto e avante!

    Um pequeno menino risonho e falante, que gosta de arroz, batata-frita e chocolate. Sua diversão é fazer layouts, publicidade e cursos marotos para alunos supimpas. E nas horas vagas, claro, trabalha um pouquinho. ;D

    40 Comentários

  • Mark Sousa

    09/03/2010 às 5:57 pm

    Boa Bruno!!

    Sou webdesign ha 10 anos e não sou graduado! Não quero dizer que isso não seja importante, mas
    nessa área criatividade e paixão pela profissão falam bem mais alto que graduação.

  • Carlos Andrei Habigzang

    09/03/2010 às 6:51 pm

    Indo mais além, seguindo o raciocínio do Bruno, veremos o momento em que todos os “tios” donos de padarias estarão fazendo seus sites (como já acontece com alguns tios hoje em dia).
    O fato do Bruno fazer ou não cursos rápidos para a meninada fará pouca diferença no bolso do afoito e exacerbado leitor outrora comentado. Então é por aí mesmo: ensiná-los a fazer trabalhos de gente grande, e cobrar por eles da maneira correta!
    Abraços à todos!!!

  • Luan

    09/03/2010 às 9:34 pm

    Vejo isso diariamente na empresa em que trabalho, não sou formado mas sou responsável pela área de criação de arte e o que acontece normalmente são as pessoas se virando fazendo um plotter, um adesivo…, MAS O RESULTADO FINAL É BEM DIFERENTE, uma pessoa que estuda sobre tendência de cores, lógicas de design, faz um trabalho diferenciado.

    Quantas vezes eu falei assim pro cliente:
    OW VAMOS FAZER UM SITE AÍ QUE SUA EMPRESA VAI CRESCER, FAÇO UM PREÇO BACANA…. AH UM CARA DIZ QUE FAZ POR X, EU FAÇO MAIS BARATO…

    Hoje:
    Elaboro projetos, estudo fechamento de vendas, estudo as empresas antes de apresentar um projeto que realmente irá mudar a cara da empresa. E o principal, não discuto preço

  • mikey

    09/03/2010 às 11:45 pm

    na boa, faculdade não muda b… nenhuma, só fala que vc tá jogando quase 2.000 reias fora, um bom profissional mostra seu diferencial, soluções e ideias, para conquistar um cliente, mais é claro que sempre terá o cliente que quer pagar 20 reias no logo então sempre terá um desses por ai

  • Kleber

    10/03/2010 às 1:33 am

    Falou e disse… Os sobrinhos existem porque existe mercado para eles. Todo profissional de qualquer area deve sim valorizar seu trabalho e pedir um preço justo, mas em contra-partida ele também deve adequar seu preço e seus serviços ao mercado se nao quiser ter seu espaço roubado.

    Se ele nao deseja oferecer nada que seja um bom custo beneficio pra determinado nicho de clientes que ele então se foque em clientes de outro perfil e pare de reclamar porque o Tio da Padaria nao vai lhe pagar 1000 reais pra fazer um site simples com 3 paginas e um formulario =P

    Lei da oferta e da procura tai a muito tempo, e não vai deixar de existir so pq negada reclama…

  • Cezar

    10/03/2010 às 7:01 am

    Acho que isso calou o cara. Boa Bruno, para o alto e avante, SEMPRE!

  • Sérgio Novelli

    10/03/2010 às 11:59 am

    Grande Bruno!

    Gostei muito da sua resposta ao leitor “reclamão”… A idéia é bem essa mesmo… profissionalizar os sobrinhos para que automaticamente eles cobrem mais pelos seu trabalho e assim valorizem um pouco mais nossa profissão. Se não fizermos isso, vão continuar fazendo site por R$ 50,00.

    Quanto a graduação na faculdade, é importante sim, com certeza, mas não é tudo. Um sobrinho mete a cara no mercado para fazer da forma como aprendeu sozinho e, assim, adquire experiência prática. A faculdade inclui o conhecimento teórico que é necessário para se conseguir fazer trabalhos que valham mais.

    A partir do momento que um sobrinho vê que tem chance de crescer e se tornar um profissional melhor, ele vai fazer sim um curso seu, por exemplo, e em seguida uma faculdade… isso é crescimento profissional.

    Já fui sobrinho e foi assim que cresci… hoje estou concluindo minha faculdade de Sistemas de Informação e sou programador na agência Alkantára, de Cascavel/PR (alkantara.com.br) e digo por experiência própria: o conhecimento, mesmo que teórico, que adquiri até então na faculdade mudou muito minha forma de trabalhar e melhorou muito a qualidade de meus projetos. E tenho consciência de que ainda tenho muito a crescer nessa área.

    Conhecimento é tudo e deve ser compartilhado.
    Um gde abraço!

  • Charles Oliveira

    10/03/2010 às 12:11 pm

    O Bruno fez uma abordagem poética da coisa, deveria se impresso em murais este post, claro, exagerei. Porém, acho que foi a abordagem mais lúdica que vi na web sobre o assunto. Pelo menos, tratou os sobrinhos pela qualidade que eles tem: atender uma demanda que JAMAIS uma pessoa com embasamento teórico de uma faculdade iria ter interesse em pegar, se tratando do preço que receberia.

    Se você que é formado em design e atende pequenas empresas, deve rever o seu posicionamento no mercado para enfim, começar a buscar novos horizontes. É uma opinião minha, passo longe de afirmar algo aqui também. :)

  • @RaFiLzIkS

    10/03/2010 às 2:58 pm

    na boa, hoje em dia faculdade serve para aqueles que não tem disciplina para estudar só, aqueles que querem prestar concurso ou aqueles que querem disputar uma vaga naquela multinacional, pq fora esses casos aquele carinha que estuda, compra livros, faz cursos, mesmo não presenciais, se dedica e tem disciplina consegue se consolidar e ganhar seu espaço com carteira assinada ou não.
    Eu parei meu curso de tecnologia em sistemas para web no 3º semestre, hoje eles estão formados, me pergunta quem ta ganhando grana com web hoje? todos eles estão trabalhando pra alguma empresa, a maioria como assistente administrativo ou secretária e eu estou em casa ganhando minha grana com 3 semestres de um curso superior que não me mostrou nenhuma novidade… Ae Bruno manda esse cara vir falar comigo vou dar uns conselhos pra ele…rs

  • Luis Paulo Barros

    10/03/2010 às 4:55 pm

    Oi Bruno,

    Curso Design de Interface Digital em uma faculdade com nota 4 no enade (sendo que a nota máxima é 5) que ainda tem muitos e muitos alunos que não tem nem um pouco de experiência não conseguem fazer nenhuma identidade visual descente, muitos trabalhos de alunos formados da faculdade não chega nem aos pés do padrão no mercado. Claro que existem pessoas muito boas e tudo mais. O curso do Bruno Ávila dá uma base interativa que a minha faculdade não me mostrou claramente. E porque eu faço faculdade? simples: Porque eu quero ser formado e ter nível superior. No meu ponto de vista quem se incomoda muito com “micreiro” é porque também não é um bom profissional, porque quem é um bom designer não fica sem emprego e nem sem trabalho, é como falam na faculdade: quem se incomoda com micreiro, micreiro é!

    Grande abraço Bruno!

    Luis Barros

  • Leonardo

    10/03/2010 às 5:51 pm

    Na internet tem muitos cursos, video aulas etc, e realmente se aprende muito com isso, as vezes até mais que em uma faculdade, isso beneficia também aos que se interessam pela área e não tem condições de pagar uma faculdade. Creio que os sobrinhos estarão sempre por aí, hoje em dia a preguiça predomina para a maioria, pegam códigos/scripts prontos e se acham programadores/desenvolvedores, o famoso control C Control V, não se interessam em entender o que esta acontecendo no código.

  • John

    10/03/2010 às 8:59 pm

    “Será que o dono da padaria da esquina não tem o direito de ter um logotipo? Injusto se a resposta fosse sim.” – Engraçado, essa foi a posição que sempre defendi, sem contar que acaba sendo um nicho pouco explorado (se tratando de sites) e, convenhamos, em tempos de wordpress isso é mais verdade do que nunca. Parabéns pela posição e um forte abraço.

    John

  • Diego

    11/03/2010 às 2:11 pm

    boa, passei momentos ruins quando começei, pessoas me criticando por causa das minhas tabelas..
    mais graças as criticas e a outros motivos, me esforçei mais e hoje, nao sou um grande web mais ja posso mostrar q sou capaz…

  • Fábio

    11/03/2010 às 4:13 pm

    Concordo com a resposta do Bruno, mas também acho que hoje em dia para ser um bom profissional não é preciso ter um BOM curso e grande nível de formação.

    Existem muitos webdesigners por aí que tem grandes cursos mas não tem a “coragem” nem vontade em aprender novas técnicas. Um “sobrinho” (alguns, claro), apesar de não terem grandes conhecimentos acabam por obter uma capacidade auto-didacta que nos dias de hoje é muito importante.

    A verdade é que o estatuto de “sobrinhos” é uma forma de “experimentação” pessoal. Muitos desses sobrinhos acabam por dar GRANDES profissionais sem que tenham um curso de faculdade. Outros, desistem.

    Pessoalmente não tenho um curso de faculdade. Na minha escolaridade obrigatória estive, sim, num curso na área mas acabei por não seguir para a faculdade.

    Mesmo sem curso de faculdade não me considero sobrinho. Trabalho com bastante profissionalismo e procuro sempre dar o melhor para os meus clientes. Todos os dias venço novos desafios e etapas na minha aprendizagem. O “google” é a minha faculdade e será a “faculdade” de muitos webdesigners mais experientes que eu.

    Mas mesmo assim, não sou um webdesigner de pedir 50$ por um site (na moeda do brasil), mas também não sou webdesigner para pedir 1000$ por um site. Procuro um valor justo para ambas as partes (eu e cliente).

  • Cristian

    11/03/2010 às 6:40 pm

    Pode até ter “sobrinhos” bons, e tenho certeza que existem, independente de graduação, acho muito válido os cursos do Bruno. Mas estamos tratando é de maus profissionais que prostituem nossa área, estes eu acho que nem procuram cursos ou informação para produzirem trabalhos melhores, e olha que informação nessa área é o que não falta.
    O mais impressionante é que alguém paga, mesmo que “micharias”, por serviços “porcos” e parecem que não percebem diferença entre um trabalho de qualidade e porcarias. Será que o cliente não percebe que é o nome da empresa dele que está em foco? Pois parecem satisfeitos com aquilo.
    Desculpe, o desabafo, mas é que costumo visitar sites de clientes que um dia solicitaram um orçamento comigo e não contrataram o serviço, e tenho encontrado cada “trabalho”, que só fico imaginando quanto será que custou…não estou generalizando, mas acontece.

    Abs!

  • wilson holz

    12/03/2010 às 12:56 pm

    O esse senhor que disse isso será que não foi sobrinho também, sou técnico em informática pelo instituto federal do Espiríto Santo, e atualmente faço redes de computadores, quando entrei para a área de informática pensei na parte fisica aí de uma hora para outra falei vo virar webdesigner aqui estou, pretendo se Deus permitir terminar esse curso superior e fazer um voltado para web, mais no meu caso sou técnico mais tem muita gente que não é e usa o nome e faz um bom trabalho também, temos que aprender com os grandes por exemplo Bil Gates era um sobrinho também .

  • Administrador

    12/03/2010 às 1:19 pm

    Olá caros Amigos, não sou webdesigner e nem pretendo ser! Não gosto de desenhar e nem de programar (a não ser os primeiros 10min quando começo), pois digamos que tenho o conhecimento de um “bom sobrinho”. Mas sou acadêmico de Administração e tenho paixão pela área de Web, pois sei que em um futuro não muito distante todos terão seu website, e tenho planos de ter uma agência de webdesigner, como? Simples pretendo começar como sobrinho ganhando os pequenos cliente e assim que começar a entrar uns $$$ vou contratar um desses “Bons alunos da Faculdade que ficava reclamando dos sobrinhos ao invés de cuidar do seu nicho de mercado” para fazer o tal código java script e desenhar no photoshop, pois sei que não é minha área, mais como sou administrador e tenho visão de negócio como posso começar com pouco $$$??? No lugar de vcs webdesigner ficaria feliz de ver o “sobrinho” trabalhando, pois na questão mercado vc só consegue vender site para uma grande empresa naquele projeto de R$1.000,00 ou mais, pois o concorrente pequeno deste seu cliente “pagou um sorvete” para aquele “sobrinho” fazer o site “chulé” (na visão de um BOM webdesigner), mais na visão mercado o seu cliente pensou, a exemplo, “Nossa preciso de um site para meu restaurante chic, pois o concorrente que vende marmita já tem um site!”.

    Sem mais…, e desejo a todos sucesso.

    Bruno, na próxima turma de web eu entro hein!!!

    abçs

  • Kadu de Souza

    13/03/2010 às 7:37 am

    Fala Bruno!
    cara, não consegui concluir o curso por falta de tempo e muito serviço, mas no proximo, prometo me inscrever denovo…
    Sobre a questão, aqui na minha cidade existe muita demanda para web, desde criação de logotipos, programação, e design web e tambem muitos sobrinhos.
    Antes eu ficava horrorizado quando falava que minha profissão era webdesigner e um outro cara falava eu também…rs, eu começava a falar de xhtml, jquery, PHP até o cara descobrir que não sabia nada de webdesign e que nem deveria dizer que é um, mas hoje, onde a 4 anos tiro minha renda somente com web, não vejo isso um problema, mas uma coisa muito boa ter sobrinhos, pois só assim o cliente pode olhar meu portifolio e comparar com o site dele, como diz o ditado “quem so toma Chapinha não sabe apreciar um bom vinho”, eu que inventei mais tudo bem…rs
    Então galera, deixe os sobrinhos vender sites para voces, pq depois que o cliente ver o portifolio de vcs e olhar para o site dele, vai sentir a necessidade de te solicitar um projeto novo, dou graças por existir os sobrinhos!!
    “Veja nos problemas uma oportunidade ou fique aí assistindo sessão da tarde”.
    Acho que vi essa frase nesse site!!
    Abraço a todos

  • Silvia Zampar

    13/03/2010 às 11:19 am

    Note, o que faz o bom profissional (nas áreas de propaganda, design, jornalismo), aquele que realiza os melhores serviços, que deverá conquistar os melhores jobs e receber mais, não é a faculdade. Acho extremamente simplista e ridícula essa postura dos “formados” quererem tornar o diploma como critério de determinação de quem é ou não profissional.

    O profissional é aquele que:
    - procura sempre aperfeiçoar sua técnica;
    - para isso está sempre estudando;
    - que busca informar-se;
    - que busca a perfeição (não estética, mas de finalidade, para alcançar os resultados desejados);
    - é aquele que não está ali pra trabalhar só para ganhar dinheiro, mas o faz por prazer, porque ama o que faz;
    - é (até, mas não principalmente) o que tem talento;
    - é o inquieto, o atento…

    Veja que quem pensar com calma no assunto descobrirá que o “verdadeiro” profissional é um monte de coisas, só não é necessária a formação superior.
    Se ela é dispensável? Sou publicitária por carreira e, mesmo assim, fui buscar a formação superior por insistência, por inquietação, na ânsia de saber mais, de buscar melhoria, de aprender, aprender, aprender.
    Se me foi inútil ficar 4 anos na universidade, sendo que já tinha tantos anos de profissão? Não, para quem é inquieto, você sempre irá aprender mais e mais, e melhorar a cada dia (ainda tenho tanto e tanto a aprender e melhorar).

    Note que o que faz o profissional também não é ter um micro e o software que possibilita a criação dessa ou daquela peça. Isso é apenas uma ferramenta. Você consegue imaginar um carpinteiro sem o martelo e o serrote? Não são eles que fazem o bom carpinteiro, eles só são necessários.

    Podem surgir “carpinteiros de fim de semana” que farão seus móveis, mas qual será o bom profissional?

    Chega de achar que porque se fez uma faculdade isso faz de você um profissional. Isso não é nada, pode ser apenas o começo, ou o meio do aprendizado.

    No caso de meus ex-colegas de faculdade, note que a faculdade não tornou nenhum deles um “profissional”. Nenhum deles tem agência ou está trabalhando com isso, não sei se por falta de interesse (muitos alunos sequer frequentam as aulas direito, outros descobrem que nem era aquilo que eles queriam), de dedicação (insistência para entrarem numa área), enfim, o diploma não faz o profissional. Chega de elitimo!

    Meu ex-sócio é um dos melhores publicitários que já conheci, com uma noção incrível de estética, conceito, do que é necessário para se atingir objetivos, criação, entretanto ele nunca colocou o seu traseiro sequer um dia num banco de uma faculdade. Deveríamos impedir que ele trabalhasse?

    E vejo os jornalistas agora se desesperarem pelo mesmo motivo, como se a faculdade fosse o fator decisivo para um bom profissional. Não o é!

    Meu conselho a quem, de fato, quer ser um bom profissional é: nunca se acomode, sempre busque aprender mais e mais, se aperfeiçoe, melhore a cada dia.

    E então, não tenha medo dos micreiros, eles serão apenas “marceneiros de fim de semana” e nunca profissionais de qualidade.

  • Willian Almeida – Jaru RO

    15/03/2010 às 12:33 pm

    Olá Bruno…

    é com muito prazer que comento esse post magnifico…bom.. contando uma histórinha rápida..Há um tempo atraz eu comentava com meu amigo de faculdade que não queria ensinar ninguem a fazer sites…senão eu teria muitos concorrentes. ai ele me falou: – Willian , você tem que ensinar sim as pessoas e ensinar bem..pois só com concorrentes vc pode mostrar a qualidade do seu trabalho. E foi ai que percebi a importância disso. Os cursos que você vende são exelentes para surgir sobrinho qualificados que façam valorizar nossa profissão…parabens…
    =)

  • Dr. Kaze

    15/03/2010 às 6:11 pm

    Curto e grosso: “O senhor bacharel teme o pequeno garoto do ensino médio.”

    Mais concorrência, melhor ele terá que ser, para mim, isso é preguiça.

    ;D

  • Bruno Ávila

    15/03/2010 às 6:27 pm

    Valeu William! O caminho é por aí mesmo…

  • Gustavo Metz

    16/03/2010 às 5:21 pm

    é isso ae!
    Falou tudo ao leitor.

    Acredito que um profissional graduado não deve de maneira nenhuma pensar no “sobrinho”. Que como bem você comentou atende um nível de cliente baixo, coisa que um profissional graduado ja deve ter um nível bem mais alto.
    É mais importante pensar na qualidade do trabalho, focar em estudo, experiências, do que se preocupar com profissionais de um nível mais baixo. Na minha opinião isso é não confiar na qualidade do próprio trabalho.

    abraço!

  • Rogério marciano

    17/03/2010 às 5:47 pm

    Vou somar aos comentários, mais uma coisinha:
    Enganam-se aqueles que pensam que o fato de vc fazer uma faculdade ou curso de alto gabarito que vai fazer o cliente se encantar com seu trabalho e principalmente com o seu trabalho de “vendedor”, ou seja, se vc não ralar pra vender seu produto e fazer que ele seja realmente bom, vai ter muito sobrinho tomando seu lugar em breve!
    Abs a todos os leitores!

  • Davi

    19/03/2010 às 1:11 am

    Na realidade não é a Faculdade ou os Cursos do Bruno que vão mudar as coisas para melhor! Tudo vai depender da Criatividade e Seriedade do Profissional. Não estou desfazendo da Facu e do Bruno. Mas se faz Facu ou os cursos do Bruno e só vai nas aulas ou só ve as aulas do Bruno, não é tudo! Tem que ler muito, estudar, ver filmes, escutar outros Designes. É preciso se atualizar sempre. Criatividade é tudo!

  • Marvio Rocha

    20/03/2010 às 11:44 am

    Opa, o que o leitor reclamão, diz do caro Steve Job, que teve uma infância difícil, e começou a estudar informalmente?

    Só digo assista ao vídeo que vai entender muito bem do que estou falando!

    http://www.youtube.com/watch?v=Hd_ptbiPoXM&feature=channel

    Nesse mundo web em minha opnião existe três categorias:

    Sobrinhos – Caranhas que faz layouts estranhos!

    Os Geeks – Os profissionais que são fisurado por tecnologia e que estuda, trabalha, ler livro e faz site como qualquer outro profissional da área… LOL (Minha Classificação).

    Graduado – Nos sistemas de educação superior inspirados no modelo francês se refere ao primeiro título universitário recebido por um indivíduo. (Wikipédia)

  • Silvia Zampar

    21/03/2010 às 12:25 pm

    Fiz esses dias uma postagem no meu blog sobre o que postei aqui nos meus comentários e citando este post seu http://tudibao.com.br/2010/03/porque-nao-se-preocupar-com-os-micreiros.html

  • Willian ALmeida- Jaru RO

    09/04/2010 às 3:14 pm

    A melhor que coisa que faço hoje ao ensinar uma pessoa…é indicar cursos na internet..mas um detalhe tabem..a criatividade não escolhe lugar para nascer não,,,exercite-a ..:-)

  • Thiago Belem

    11/04/2010 às 7:53 pm

    Não sou designer, sou desenvolvedor… Mas tudo que você disse se aplica perfeitamente a minha área também… Temos que coexistir com os sobrinhos e sofinhos (sobrinho do filho do vizinho) até para os clientes percebem a diferença dos dois “níveis” de profissionais. :)

  • Eduardo

    13/04/2010 às 2:29 am

    Eu não entendo a revolta de alguns colegas em relação aos sobrinhos, sei que estas criaturinhas baixam os preços de alguns jobs, publicam muito material de qualidade duvidosa, etc.
    Mas se pararmos pra pensar, que de nós já não foi um sobrinho? Por falta de experiência fazia serviços de qualidade duvidosa recebendo valores obscenos por isso.
    Mas com a realidade da internet atual, em que um tutorial pode ser lido sem custo algum em um site ou blog, a qualidade técnica destes aspirantes aumenta, com isso nasce um desejo de melhorar, a faculdade é conseqüência.
    Não considero a formação universitária completa para qualquer profissional, mas sem dúvidas é a base onde iremos construir nosso conhecimento e capacitação.
    Nós que sabemos um pouco a mais que os sobrinhos, temos um dever cívico de tentar compartilhar este conhecimento fazendo da internet um lugar melhor, possibilitando renda para pessoas que até então só tinham sonhos e curiosidades.
    Brunão você é um cara a frente do teu tempo, suas ideias são muito boas e acima de tudo agregadoras.
    Também já deixei de fazer certos trabalhos por sobrinhos com preços infinitamente menor, na maioria dos casos os resultados foram medíocres e acabaram agradando os contrantes, portanto se ambos ficaram satisfeitos o que eu vou falar?
    Quando não houve esta sintonia, eu era chamado para refazer o site de forma mais profissional conquistando definitivamente a confiança e simpatia do cliente.

  • cesar

    14/04/2010 às 3:04 pm

    Pensei que essa história de sobrinho já tivesse acabado hahahaha.

    Deixa falar uma coisa para todos os graduados com esta mentalidade. Quando começamos lá em meados de 97, 98, 99 , além de lidarmos com condições técnicas pouco amigáveis, eramos movidos por paixão ao conhecimento e pela colaboração. E raro casos de alguns visionários que já conseguiam ver lucros adiante, acho que poucos daquela receberam por seus primeiros trabalhos.

    Olhando por essa óptica, sem cursos profissionais disponíveis, material todo em inglês e hardware quase todo contrabandeado, considero os “sobrinhos e micreiros” exploradores pioneiros que sempre estão dispostos a destrinchar um assunto antes do “pessoal dos lucros” se interessarem.

    Agora reclamar porque gastou 5 anos de faculdade esperando um retorno, é até compreensivel. Mas e quem começo estudando para colaborar, desenvolver, sem esperar o mínimo em troca? E os milhares de desenvolvedores que tocam projetos do próprio bolso. Desculpe amigos universitários que pensam em quanto gastaram. Espero que entendam que a internet foi formada sobre uma base livre e agora ela começa a voltar as origens.

    Conhecimento livre e para todos! Certificação livre de distância. Colaboração extrema… é o que valerá aos proximos anos. Isso significa que pode ser a extinção sim de pessoas que só tem interesse financeiro na web. Pelo menos é o que muitos de nós trabalham para, a tão sonhada revolução do conhecimento aberto.

    Ganhe na web, recupere seu investimento mas colabore também.

  • Thiago R. Pereira

    19/04/2010 às 11:20 pm

    Bom texto, gostei muito do que o Bruno Ávila levantou sobre o assunto. Agora uma pergunta. Por que algumas pessoas gostam de escrever palavras de linguagem culta? Será que é para mostrar sua “intelectualidade no infinito vão de suas vaidades?” …afoito e exacerbado leitor outrora…
    Machado de Assis que o diga. ¬¬

  • Carlos Junior

    21/04/2010 às 1:08 pm

    Acho que faculdade não faz o profissional. Existem vários graduados que não sabem nem mexer no mouse hoje em dia.

    Steve Jobs não tem faculdade. Preciso falar algo mais?

    Enfim, hoje com livros, sites, cursos como o do Bruno, qualquer pessoa com vontade, dedicação pode ser um webdesign. Em determinados casos só o que muda é o ter ou não ter o “canudo”.

    O mundo é feito de resultados, e faculdade nem sempre é garantia disto.

  • Antonio

    23/04/2010 às 2:46 pm

    Quem estuda numa faculdade por 5 anos tem, quase por obrigação, ser muito mais profissional, qualificado, competetente… do que alguém que fez um “cursinho” de webdesign em 3 meses e se acha webdesigner. É claro, que por ele se sentir ameaçado pelos “sobrinhos” bem informados que saem do seu curso ele teme perder seu lugar ao sol, sinal de que 5 anos foram poucos para ele…

    muito boa resposta Bruno, concordo e assino embaixo.

  • Claiton

    01/05/2010 às 3:09 am

    Acho perigosa essa associação entre trabalho mal feito e ausência de formação profissional.

    A casos muitos de “sobrinhos” que são formados por universidades conceituadas e mesmo assim fazem um trabalho porcaria, e casos em que autodidatas fazem trabalhos excelentes e invejáveis.

    Por isso, creio que dizer que rotular de “sobrinho” uma pessoa simplesmente por não ter formação é algo preconceituoso e até ofensivo. Deveríamos, isso sim, avaliar as pessoas pela qualidade de seu trabalho.

    Ao nos definirmos como profissionais não podemos esquecer que para que existir a profissão ela teve que ser desenvolvida, criada a partir do zero por pessoas que, obviamente não tinham formação(pelo menos nesta área) e isso não as qualificam como “sobrinhos”.

    Obrigados por esse espaço para manifestar-mos nossa opinião e boa sorte em seus projetos.

  • Bruno

    12/05/2010 às 11:02 am

    Boa Brunao!

    Sou formado e pós graduado na área de desenvolvimento de sistemas e concordo com sua atitude esta certissima, temos que passar sim nossos conhecimentos para outras pessoas, principalmente iniciantes que procuram profissionais experiente na área para segui-los.
    parabéns e continue sempre avante!

  • Miler

    18/05/2010 às 3:57 pm

    Sou Formado em Analise de Sistemas e trabalho como Desenvolvedor WEB em uma empresa reconhecida em Campinas… O fato de ter “sobrinhos” no ramo é relativamente bom, pois o argumento que podemos usar é se quiser eu consigo fazer pelo mesmo preço, mas não garanto a qualidade, para isso em uma reunião levo uma cartilha de projetos de sucesso e outras sem sucesso somente para provar o porque desses “sobrinhos”… Muitos não gastam pois não entendem a necessidade daquilo realmente ser importante para seu empreendimento… Tai o seu diferencial… Não importa ter ou não “sobrinhos” é vc ter sua carta na manga e saber argumentar…

  • Luan

    23/08/2010 às 4:28 pm

    Uai, o Mark Sousa falo que graduação não é importante… mas se o cara é tao apaixonado e tem criatividade pq ele nao procureu a graduação para ser melhor remunerado?

    Comecei a mexer em Photoshop antes de começar a faculdade, até porque comecei a mexer quando fazia faculdade de Ed. Fisica, gostei tanto que larguei e fui para Design Grafico que vi que era mais minha praia.

    Ou seja, eu apaixonei, tenho criatividade e procurei uma graduação para melhor atender meus clientes futuramente…

    Isso que todos deveriam fazer… não se auto entitularem Designer e ir fazendo imagens sem nexo. Nao que todos fazem isso, mas muitos que vejo fazem isso.

  • Evertton de Lima

    07/01/2011 às 9:18 pm

    Sou aluno do curso médio técnico em Informática do IFAL – Campus Palmeira dos Índios e após 2 anos de estudo só aprendemos html básico(imagens, link’s, tabelas, …) em programação aprendemos a linguagem PASCAL. Após descobrir o HTML busquei conhecer a “programação” para a web hoje já sou capaz de fazer aplicações de pequeno porte… E acredito que o que você faz é satisfazer dúvidas e mostrar para o seu público que devem buscar mais, não se contentarem com um “olá mundo”.
    Por mais que você saiba fazer verdadeiras aplicações web não deve se contentar em saber fazer, deve mostrar e provar que sabe… Se especialize e prove que você sabe o que está fazendo isso também faz diferença no seu bolso.

    Conheci este site procurando formas de inibir a ação de “sobrinhos” na web, descobri que não devemos descarta-los, mas sim incentiva-los a buscar mais conhecimento.

  • Felipe Costa

    02/02/2011 às 3:52 pm

    Tenho 17 anos, e fiz um curso de 9 meses, mas já posso fazer sites. Isso me deu motivação para fazer uma faculdade

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