O que tem a ver um Fusca, uma Ferrari e um tema para Joomla 2.5? Assista o vídeo ao lado e descubra. ;)
Na minha época de faculdade, um professor de publicidade me ingadou: “Bruno, com esses construtores de sites que estão surgindo, como o do Google, Locaweb e tantos outros, você não fica com medo? A profissão de web designer não está ameaçada?”
Bem, isso é uma dúvida muito comum entre aqueles que se deparam com Joomla, WordPress e outros construtores famosos de sites. Porém nem todos enxergam que esses construtores vieram para AJUDAR o Web Designer e não exterminá-los.
Me senti motivado a falar isso com vocês depois de ler a matéria “Evolução da Web 2.0 decreta fim de algumas profissões” de Tagli Ramos, publicado na IT Web. O título me pareceu tendencioso, pois afirma que algumas profissões chegarão ao fim por conta da Web 2.0, porém no texto em momento algum Tagli cita quais são essas profissões que irão acabar.
A única coisa que encontrei que chega perto do que foi afirmado no título é quando o autor diz que “com a evolução tecnológica, a procura por esses profissionais (Web Designers) pode até diminuir. A explicação é a seguinte: hoje, na Web 2.0, há centenas de ferramentas amigáveis para construir sites e páginas. Vive-se, então, um paradoxo: cada vez se precisa menos de um webdesigner para se estar presente na internet.”
Eu já estava para ficar tiririca da vida com o Tagli quando o Edson Carli, consultor em gestão de talentos da própria IT Web salvou o texto dizendo “As novas funções estão exigindo muito mais cérebro e criatividade das pessoas. Não é que o webdesigner vá desaparecer. Ele deverá ser útil em projetos mais elaborados, nos quais usará mais a cabeça do que os braços.”
Aaaaaaahhh! Isso mesmo, é justamente isso que sempre pensei sobre os construtores de sites. Eles não servem para substituir um web designer pois o software sozinho não tem a capacidade de montar um layout de acordo com a identidade utilizada pela empresa, escolher a tipologia mais apropriada ou dar determinada atmosfera para que o site passe exatamente a emoção que o cliente deseja.
O que ocorreu, como foi também citado também pela matéria, é que o web designer agora não precisa ser como há 10 anos, quando tinhamos que fazer o layout e o trabalho braçal do “pedreiro”. Antigamente chegávamos com a planta baixa do site, desenhávamos a arquitetura e sua decoração e ao mesmo tempo éramos responsáveis pela produção da argamassa, tendo que colocar tijolo por tijolo até a finalização, ou seja, éramos faz-tudo.
Hoje não. Com softwares online CMS como Joomla, WordPress, Drupal, Xoops e tantos outros, temos tempo suficiente para focar ainda mais na criação de layout e na navegação, trazendo grandes avanços ao design voltado para a web.
Antes que você diga que a profissão de programador está ameaçada graças ao CMS, digo a você: muito pelo contrário. Imagine se todo engenheiro recém-contratado da Chevrolet precisasse inventar um motor do zero para depois desenhar o restante do carro? Pois temos que dar graças a Deus pelo engenheiro sempre encontrar o motor inventado e pronto quando chega na fábrica. Pois assim ele tem tempo suficiente para se dedicar ao aperfeiçoamento daquele motor e de outros itens do carro como conforto, segurança e dirigibilidade.
O mesmo ocorria há 10 anos com os programadores. A cada novo site era necessário inventar um gerenciador de site específico. Isso demandava tempo, “tempo perdido” pra falar a verdade pois se a coisa já tinha sido inventada, porquê inventar de novo a cada novo site? Com os CMS, os programadores puderam se dedicar ao aperfeiçoamento de seus softwares ou na criação de novos aplicativos, ajudando assim no progresso da tecnologia web.
Portanto queridos leitores, não é o fim dos web designers. É apenas o aperfeiçoamento da profissão, assim como ocorre em qualquer outra. A dica é ficar atento as novas tecnologias e encará-las como uma aliada e não uma concorrente. Para se manter na profissão é necessário além da prática e da confiança dos clientes, muito estudo também. Use essas novas tecnologias a seu favor, elas poderão lhe ajudar a ter mais tempo para se dedicar ao desenvolvimento de novas soluções.
E Tagli, recomendo mudar o título da sua matéria para “Evolução da Web 2.0 exigirá cada vez mais do profissional de internet”.
Para o alto e Avante!
Um pequeno menino risonho e falante, que gosta de arroz, batata-frita e chocolate. Sua diversão é fazer layouts, publicidade e cursos marotos para alunos supimpas. E nas horas vagas, claro, trabalha um pouquinho. ;D
22 Comentários
Tadeu Brasil
Ótimo, post!!
Falou tudo Bruno.
Rubens
Bruno, concordo em gênero, número e grau. Nós sempre estaremos no mercado, pq nascemos para atender a empresas verdadeiramente interessadas no seu crescimento.
Ótima matéria, parabéns!
Felipe
O problema e que se fosse esse o titulo não chamaria tanta atenção e que nem 1,99 por que nao colocar 2,00
Buda
Concordo com você Bruno, essas ferramentas vieram para auxiliarem os Web Designers, assim como os ecommerces open source que exites, tipo OsCommerce, Magento, Prestashop e etc…
João
Se não fossem essas ferramentas Open-source, hoje não estaria a abrir a minha agência.
Os gestores de conteúdos tornaram-se numa ajuda preciosa para os webdesigners.
Acredito que estas ferramentas de construção de sites gratuitas são um factor menos bom. No entanto, esses clientes não são o meu target.
Prefiro investir em clientes que procurem serviços de qualidade e proporcionar-lhes isso mesmo: “qualidade”, com as garantias mínimas. Afinal, os serviços “gratuitos” não oferecem garantias e os bons clientes não olham isso com bons olhos…
Antonio Martins
Confesso que quando vi o título… também fiquei cri-cri, mais graças à explicação! poderei dormir tranquilo.
Um abraço!
Douglas
Ótimo post!
Reconheço que também quase fiquei revoltado com o post do Tagli!
Mas como foi falado, temos que nos aperfeiçoar e nos aprimorar cada dia mais!
Parabéns Bruno!
Leandro Vendramini
Adorei a matéria!
Hoje trabalho com Joomla e realmente ele não faz nada sozinho, precisa-se muito estudo para transformar tais recursos em um produto lapidado.
Muito bom bruno.
Hildo Antônio
Nenhum programa substitui a criatividade do ser humano, as pessoas que criticam precisam aprofundar mais no assunto antes de opinarem de qualquer jeito.
Willian ALmeida- Jaru RO
Nossa !
Muito bom mesmo. Eu pensava as mesmas coisas sobre esses novos gerenciadores de conteúdo, sera que estaria lascado? rsrsr . Post sensacional..parabéns..exemplo disso, manda uma pessoa configurar o joomla sozinho..rsrs não é mamão com açucar não, como as pessoas pensam,e a aparência de um template grátis para CMS , é muito americanizada, estilo meio “morto”, sem graça ( Não todos os modelos, mas uma maioria).
Bruno, você nos surpreende a cada dia.
Para o alto e Avante!
Claudeir
Parabens mano pelo artigo, excelente…é isso ae..concordo plenamente..para o alto e avante
Vilson
Velho, você tem uns título que dá dor de barriga na gente de vez em quando, hehe.
Mas isso não deixa de ser verdade, o importante é sempre se manter atualizado, pois é mais um serviço a ser oferecido, ou você sabe ou você não sabe, sendo assim perde para outro o serviço que você mesmo poderia saber.
Abraço Brunão.
TOn Hollander
Boa Bruno… ate eu pensei assim como o Tagli, com o sugimento dos CMS… mas o que me caiu na real que mesmo assim com os cms surgindo, eles nao iam se manipulados sozinhos… a profissão que temos ainda vai muito alem de qualquer tecnologia. esse profissional ainda é fundamental para qualquer desenvolvimento. E ainda será.
Abraço Bruno. Parabens
Carol Martins
HAHA’ dmais!
Bruno vc escreve muito bem!
Essa metáfora do web designer antigamente ser pedreiro, engenheiro, construtor, etc, faz muito sentido!
E ainda ouvir um “NÃO GOSTEI” auhsuahsuahsuahsus!! É exatamente isso!
Adorei a matéria! Muito interessante e divertida! ;D Seus textos são ótimos!
Bjoos!
Lucas Taylor
Show o artigo ;P
Eu concordo com você, e digo que uso muito o joomla para desenvolver meus projetos, porem eu crio meus templates neh ^^ pelo menos isso =D
Mais realmente eh otimo um post destes, isso alivia a caça de muita gnt
Ramalho
Alô Família WEB,
Também fiquei com medo!
O Tagli é uma pessoa normal como qualquer. De certeza na sua pesquisa encontrou mais gente que quer ter site mas que também não queiram pagar, esse sim é o maior vírus para Nós profissionais.
O Bruno como é excelente profissional e investigador conseguiu um anti-vírus para Nós que se encontra no trecho que se segue:
” Ficar atento as novas tecnologias e encará-las como uma aliada e não uma concorrente. Para se manter na profissão é necessário além da prática e da confiança dos clientes, muito estudo também. ”
MUITO OBRIGADO Bruno.
alexandre
Concordo plenamente com a sua colocação Bruno.
Se ficarmos com medo das tecnologias novas, teremos que procurar outro ramo de trabalho,pois esse caminho que nos leva a uma evolução tecnologica constantemente é um caminho sem volta.
Todos os dias surgem novidades e devemos estar antenadas com elas.
No futuro ,não duvide que, talvez, falaremos para um software o site que queremos e ele ira produzir o aplicativo sozinho…Mais com certeza algum profissional tera que melhorar o produto.
Bruno cassoni
Bruno acredito em tudo que voce escreveu acredito tambem que os novos programas vieram para ajudar os web designers e nao para prejudicar, basta apenas se atualizar sobre oq esta acontecendo ao nosso redor…sem a pessoa que saiba usar esse programas de nada eles servem =].
Marcus
eu vi o titulo do post e me assustei logo agora que estou no inicio da carreira, ufa li uma coisa que me acalmou valew Bruno.
jcorrea
ainda existe o fator “preguiça” ou mesmo “cada macaco no seu galho, pois não é todo mundo que quer encarar uma de designer. afinal ele pode ser um bom mecanico, mas será que pode ser um bom webdesigner mesmo com ferramentas poderosas? será que ele vai colocar o negocio dele em risco sabendo que aquela função ele não domina muito bem? eu pessoalmente nao acredito nisso.
Web 2.0
Ótimo! Agora vou assistir o Faustão 3.0 na minha TV 2.5, tchau
Edson Carli
Obrigado pela citação. Concordo com tudo o que você colocou e vejo que cada vez mais a colaboração vai evitar o “não gostei” do final.
Edson